quarta-feira, 3 de maio de 2017

Dear Basketball...

Sinto um pequeno vazio. É este o sentimento quando penso em ti. 

Sempre pensei que depois deste fim-de-semana fossemos para além de um filme tipo Coach Carter. Muita moral. Muito alento. Mas quando passa da tela para a realidade, sabe a muito pouco.

Julguei que iria ser possível dar uma boa lição a muitos. Dizer que quem anda nisto, quem é honesto nisto, não precisa de jogos de bastidores, nem de ser filho, enteado ou afilhado, para conseguir grandes feitos.

Mas antes disso tudo, para além disso tudo e em primeiro que isso tudo, desejei muito ver o esforço de uma Equipa recompensado. Desejei mais ainda, uma cereja no topo do bolo para quem lutou tanto para voltar à tona.

Sinto-me emocionadamente triste por quem acompanhei ao longo destes meses a lutar contra frustrações, injustiças e tantas e outras coisas, que no final... (à parte da cereja perdida) nem mérito foram capazes de admitir por... desrespeito a quem está a sério no seu trabalho, a quem se dedica realmente e a quem dá tudo o que tem e o que não tem.

Fico desoladamente consciente que vivemos rodeados de politiquices que brincam com as pessoas. Que não pensam no bem maior dos seus. Que não entendem o "big picture" de coisa nenhuma. Que não avaliam o impacto de luta alguma. Que não querem de todo um mundo melhor para os que o rodeia.
Fico desoladamente consciente que quem manda em qualquer coisa que seja, vai aproveitar-se de jogos de bastidores para influenciar naquilo que puder a favor do vento que assim determina.
Fico desoladamente consciente que vamos continuar todos na mãos destas gentes, para qualquer lado que nos viremos.
Fico desoladamente consciente que nunca respeitarão o trabalho e o suor de tantos.

Dear Basketbal... o problema não és tu. Acho eu. O problema é o mundo onde estás.




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